Palavra de estudo do dia

Toda Semana Uma Mensagem Para seu Crescimento Espiritual

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Propósito dos dízimos e ofertas

Fidelidade

O ponto de partida deste estudo é: Tudo pertence a Deus. Nem nós somos de nós mesmos, sabia? 1 Coríntios 6:19, 20 diz: “Acaso não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo […] e que não sois de nós mesmos?” Nosso corpo, nossos talentos, nosso tempo, nossas posses e bens pertencem a Deus.

O que somos então? Segundo a Bíblia, mordomos. Deus nos deu a sagrada responsabilidade de administrarmos o que pertence a Ele. Em sentido amplo, a mordomia envolve o uso sábio, fiel e abnegado da vida.

A fim de lembrar ao ser humano que Ele é a fonte de todas as bênçãos, Deus instituiu o sistema de dízimos e ofertas. Esse é um meio, portanto, de louvor e adoração a Deus, em resposta ao que Ele fez e faz por nós.

PROPÓSITO DOS DÍZIMOS E OFERTAS

O dízimo é sagrado, santo. Ele pertence a Deus (Levítico 27:30, 32). Por isso, não damos o dízimo, mas sim devolvemos o que é de Deus.

Os dízimos servem exclusivamente para a pregação do evangelho, para a manutenção dos pastores de tempo integral e dedicação exclusiva à pregação (1 Coríntios 9:14). Em Israel, o dízimo era usado exclusivamente para os levitas (Números 18:21, 24).

O dízimo deve ser entregue à Igreja (Malaquias 3:10), que estabelece uma base salarial única e remunera os seus pastores de modo equitativo, de maneira que o pastor de uma Igreja pequena ganhe igual ao de uma grande. Essa é a prática da Igreja Adventista do Sétimo Dia.

As ofertas são necessárias para construir, manter e operar as igrejas (pagando contas de limpeza, luz, água), e para empreender a obra médico-missionária, demonstrando o significado prático do evangelho.

Os dízimos e as ofertas servem para tirar o egoísmo do nosso coração e nos ajudam a colocar nossa confiança não no dinheiro, mas em Deus (Lucas 12:15). Como resultado desse relacionamento de confiança, teremos mais sabedoria para gastar o dinheiro, pois adquirimos uma perspectiva correta da nossa escala de valores, sabendo, assim, diferenciar o que é realmente essencial daquilo que é supérfluo. Também saberemos usar as coisas e amar as pessoas, jamais o contrário.

A nossa motivação ao devolver o dízimo não é conseguir bênçãos materiais de Deus, mas expressar gratidão e adoração pelas dádivas recebidas. Deus não faz troca com ninguém. Existem igrejas que ensinam a teologia da prosperidade, um tipo de barganha com Deus. Mas Deus não pode ser comparado a um fundo de investimento, não é essa a relação que Ele deseja ter com Seus filhos. O Senhor nos ensina a ofertarmos humildemente e em sinceridade, não por ostentação ou interesse (Lucas 21:1-4).

A devolução dos dízimos e ofertas coloca Deus e o homem em suas devidas posições: Criador e criatura, Doador e receptor, Deus e mordomo.

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O que a Bíblia diz sobre a morte?

A Bíblia descreve a morte como a separação entre o corpo e o espírito.

A Bíblia aborda a morte de várias maneiras, refletindo sobre sua natureza, consequências e esperança para além dela. Aqui estão algumas das principais perspectivas bíblicas sobre a morte:

- A natureza da morte: A Bíblia descreve a morte como a separação entre o corpo e o espírito (Tiago 2:26), resultante do pecado (Romanos 6:23). É apresentada como uma realidade inevitável para toda a humanidade (Hebreus 9:27), parte da condição humana devido à queda (Gênesis 3:19).

- O luto e o sofrimento: A Bíblia reconhece o luto e o sofrimento que a morte traz para aqueles que ficam para trás. Jesus mesmo chorou diante da morte de seu amigo Lázaro (João 11:35), mostrando uma resposta humana à perda.

- A esperança da ressurreição: Apesar da tristeza da morte, a Bíblia oferece esperança na ressurreição. Os cristãos acreditam na ressurreição dos mortos, conforme ensinado por Jesus (João 5:28-29) e afirmado por Paulo (1 Coríntios 15:20-22). Essa esperança é baseada na ressurreição de Jesus, que venceu a morte (1 Coríntios 15:54-57).

- A vida eterna: Para os crentes, a morte não é o fim, mas uma passagem para a vida eterna. Jesus prometeu que aqueles que creem nele terão vida eterna e não perecerão (João 3:16; João 11:25-26). A vida eterna é descrita como um estado de comunhão com Deus, livre de dor e sofrimento (Apocalipse 21:4).

- A vitória sobre a morte: A morte é vista como tendo sido derrotada por Jesus Cristo. Sua ressurreição é vista como a vitória sobre o pecado e a morte (1 Coríntios 15:54-57), trazendo esperança para todos os que creem nele.

Em resumo, a Bíblia reconhece a realidade da morte como parte da condição humana, mas também oferece esperança na ressurreição e na vida eterna através da fé em Jesus Cristo.

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Qual é a natureza de Deus, de acordo com a Bíblia?

De acordo com a Bíblia, a natureza de Deus é multifacetada e revelada de várias maneiras ao longo das Escrituras. Aqui estão algumas das características fundamentais da natureza de Deus, conforme descritas na Bíblia:

Onipotência: Deus é todo-poderoso e tem o poder de realizar tudo o que deseja (Jó 42:2; Lucas 1:37).
Onipresença: Deus está presente em todos os lugares ao mesmo tempo (Salmo 139:7-10; Jeremias 23:23-24).

Onisciência: Deus é todo-conhecedor, conhece todas as coisas, passadas, presentes e futuras (Isaías 46:10; Hebreus 4:13).

Amor: Deus é amor (1 João 4:8), e esse amor é demonstrado em Sua graça, misericórdia e compaixão para com a humanidade (Efésios 2:4-5; Lamentações 3:22-23).

Justiça: Deus é justo e age de acordo com Sua natureza moral perfeita (Deuteronômio 32:4; Salmo 89:14). Ele julga com imparcialidade e retidão.

Santidade: Deus é completamente separado do pecado e da impureza, sendo absolutamente perfeito e puro em Sua natureza (Isaías 6:3; 1 Pedro 1:15-16).

Eternidade: Deus é eterno, não tendo princípio nem fim, existindo fora do tempo como O Eterno (Salmo 90:2; Apocalipse 1:8).

Fidelidade: Deus é fiel em cumprir Suas promessas e em manter Seu pacto com Seu povo (Deuteronômio 7:9; 2 Timóteo 2:13).

Essas são apenas algumas das muitas características que compõem a natureza de Deus, conforme revelado na Bíblia. Essas qualidades destacam Sua grandeza, perfeição e amor incondicional por toda a criação.

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Quais as principais lições do livro de Provérbios?

O livro de Provérbios é tradicionalmente atribuído ao rei Salomão, filho de Davi. Salomão é considerado o principal autor deste livro, que é uma coleção de ensinamentos práticos e sábios sobre a vida cotidiana, relacionamentos, moralidade e a busca da sabedoria.
O livro de Provérbios oferece uma rica fonte de lições práticas e sábias para a vida cotidiana. Algumas das principais lições incluem:
Valor da Sabedoria: Provérbios destaca repetidamente a importância da sabedoria, incentivando os leitores a buscar e valorizar a sabedoria divina (Provérbios 2:6; 4:7; 9:10).
Discernimento Moral: O livro instrui sobre a importância de discernir entre o certo e o errado, promovendo um estilo de vida ético e moral (Provérbios 2:9-15; 4:25-27).
Humildade e Temor do Senhor: Provérbios ensina que a humildade e o temor do Senhor são fundamentais para a vida sábia e abençoada (Provérbios 15:33; 22:4).
Controle da Língua: Há uma ênfase significativa na importância de controlar a língua e falar com sabedoria (Provérbios 10:19; 15:1-2; 17:28).
Relacionamentos Saudáveis: Provérbios oferece conselhos valiosos sobre amizade, casamento e outros relacionamentos, destacando a importância de escolher companheiros sábios (Provérbios 13:20; 18:22; 27:17).
Trabalho Dedicado: O livro encoraja o trabalho diligente e honesto, mostrando que o esforço e a dedicação são fundamentais para o sucesso (Provérbios 6:6-11; 10:4; 14:23).
O perigo da Insensatez: Provérbios contrasta sabedoria e insensatez, alertando sobre os perigos da tolice e da rebeldia contra a orientação divina (Provérbios 1:7; 12:15; 14:1).
Estas lições são apenas uma amostra do rico conteúdo encontrado no livro de Provérbios. Elas são projetadas para guiar os leitores em uma vida de integridade, sabedoria e temor do Senhor.

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Por que Jesus disse “Pai, perdoa-lhes” na cruz?

As palavras de Jesus, registradas em Lucas 23:34, onde Ele diz “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, revelam Sua compaixão e misericórdia mesmo em meio a um cenário angustiante. Enquanto estava pregado na cruz, Jesus testemunhava uma série de ações cruéis contra Ele: os soldados romanos apostando por Suas roupas (João 19:23-24), os criminosos nas cruzes ao seu lado o insultando (Mateus 27:44), os líderes religiosos zombando Dele (Mateus 27:41-43) e a multidão blasfemando contra Ele (Mateus 27:39). No entanto, em meio a essa situação, Jesus orou por perdão em favor de todos eles, mostrando um amor e misericórdia incomparáveis.

Mesmo em meio à Sua agonia, Jesus demonstrou preocupação com o perdão daqueles que O consideravam inimigos. Ele pediu ao Pai que perdoasse os ladrões na cruz que O zombavam. Ele também pediu ao Pai que perdoasse os soldados romanos que O insultaram, cuspiram, espancaram, arrancaram Sua barba, chicotearam-nO, colocaram uma coroa de espinhos em Sua cabeça e O pregaram na cruz. Jesus também pediu perdão pela multidão enfurecida que zombava Dele e clamava por Sua crucificação (Marcos 15:29-30).

É importante destacar que a oração de Jesus, “Pai, perdoa-lhes”, não implica que todos foram perdoados automaticamente, sem arrependimento e fé. Essa oração revela a disposição de Jesus em perdoá-los, pois o perdão era o motivo pelo qual Ele estava na cruz. As palavras “Pai, perdoa-lhes” ilustram o coração misericordioso de Deus.

A oração de Jesus também cumpriu a profecia do Antigo Testamento, conforme registrado em Isaías 53:12: “Ele levou sobre si o pecado de muitos e intercedeu pelos transgressores”. Na cruz, Jesus intercedeu pelos pecadores. Hoje, ressuscitado e glorificado, Jesus continua sendo o “único mediador entre Deus e os homens” (1 Timóteo 2:5). A oração de Jesus, “Pai, perdoa-lhes”, também está alinhada com o princípio que Ele ensinou no Sermão da Montanha: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Eu, porém, lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5:43-44). Jesus, mesmo sendo perseguido, orou por Seus perseguidores.

Ao lado da disposição de Jesus em perdoar aqueles que O crucificaram, está o fato de que eles não sabiam o que estavam fazendo (Lucas 23:34). Os pecadores que O levaram à cruz não compreendiam plenamente a gravidade de suas ações. Os soldados romanos não tinham intenção pessoal de prejudicá-Lo; eles estavam apenas cumprindo ordens e tratando-O como normalmente tratavam os condenados, acreditando que Ele merecia tal tratamento. Eles não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus (1 Coríntios 2:8). A multidão não tinha conhecimento verdadeiro sobre quem eles estavam tentando destruir, pois os líderes judeus os haviam convencido de que Jesus era um impostor e um perturbador (Atos 3:17). Ao orar “Pai, perdoa-lhes”, Jesus revelou Sua infinita misericórdia e continuava amando-os e perdoando-os se eles se humilhassem e se arrependessem (Mateus 18:14; 2 Pedro 3:9).

A oração de Jesus, “Pai, perdoa-lhes”, foi respondida na vida de muitas pessoas. O centurião romano que estava ao pé da cruz, ao testemunhar a forma como Jesus morreu, exclamou: “Certamente este homem era o Filho de Deus!” (Marcos 15:39). Um dos ladrões crucificados com Jesus colocou sua fé em Cristo, que lhe prometeu o paraíso (Lucas 23:39-43). Um membro do Sinédrio publicamente se alinhou com Jesus (João 19:39). E, pouco mais de um mês depois, três mil pessoas em Jerusalém foram salvas em um único dia, quando a igreja teve seu início (Atos 2:41).

Na cruz, Jesus providenciou o perdão para todos aqueles que nele cressem (Mateus 20:28). Jesus pagou o preço pelos pecados que cometemos, tanto por ignorância quanto deliberadamente. Quando somos nascidos de novo, nos tornamos também uma resposta à oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes”.

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Como se preparar para a volta de Jesus?

Depois de comparar Sua vinda com o dilúvio, que surpreendeu os desatentos, Jesus disse: “Então, dois estarão no campo, um será tomado, e deixado o outro; duas estarão trabalhando num moinho, uma será tomada, e deixada a outra” (Mateus 24:40 e 41). E, no verso 42, aconselhou: “Portanto, vigiai, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”

No capítulo 25, Jesus aprofundou Sua advertência, ao contar a parábola das dez virgens. Providas de lâmpadas, todas saíram para se encontrar com o noivo. Cinco delas, chamadas de prudentes, tinham azeite em suas vasilhas. Mas as outras cinco, as néscias, não tinham provisão de óleo. Com a tardança do noivo, todas dormiram. Algumas pessoas pensam que elas falharam por terem adormecido, mas o notável teólogo Joachim Jeremias esclarece no livro The Parables of Jesus (Scribners, 1972): “O que é condenável não é o fato de terem adormecido, mas o erro das néscias em não terem provido óleo para suas lâmpadas.” Como você percebe, o preparo para a viagem consiste em ter óleo na lâmpada, ou seja, ter a presença e atuação do Espírito Santo em nossa vida.

James Montgomery Boice, em The Parables of Jesus (Moody, 1983), mostra um perigo a que todos estamos sujeitos: “Portanto, devemos dizer, com base na parábola e em nossa própria observação, que há pessoas na igreja que ouviram o convite de Cristo, responderam de algum modo, e até podem ser consideradas como tendo afeição por Ele, mas ainda não estão preparadas para encontrá-Lo. São bons membros da igreja. Jamais pensaram em dizer sequer uma palavra contra Jesus. Mas não nasceram de novo. Não passaram por aquela mudança interior capaz de habilitá-las para entrar no Céu.”

A necessidade de vigilância está bem evidente nas parábolas alusivas à volta de Jesus. Por isso, Ele advertiu: “Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos dos Céus, nem o Filho, senão o Pai” (Mateus 24:36).

Por que não foi revelado o dia da volta de Jesus? Certa vez, ouvi alguém dizer: “Se eu soubesse o dia e a hora, não seria pego de surpresa; faria todos os preparativos e ensaiaria um grito de vitória.”

Essas palavras parecem lógicas, mas há nelas uma armadilha. Se você soubesse o dia e a hora, teria a tendência de adiar seu preparo. Foi por isso que Jesus preferiu ocultar o dia e a hora. Ele, entretanto, falou sobre os sinais que anunciariam Seu retorno à Terra.

Como se preparar

Em que consiste o preparo para a volta de Jesus? Deixemos que a Bíblia fale sobre isso: “Porquanto a graça de Deus se manifestou salvadora a todos os homens, educando-nos para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus, o qual a Si mesmo Se deu por nós, a fim de remir-nos de toda iniquidade e purificar, para Si mesmo, um povo exclusivamente Seu, zeloso de boas obras” (Tito 2:11-14).

Quando essa “bendita esperança” se concretizar, Jesus comandará nossa viagem rumo ao Céu. Você quer participar dessa viagem maravilhosa? Então, aceite a Jesus como seu Salvador. Peça-Lhe que o ajude a renegar a impiedade e as paixões mundanas. O preparo, portanto, consiste em viver “sensata, justa e piedosamente”.

E não se esqueça de um segredo: a maneira de esperar a volta de Cristo é mais importante do que o tempo que você gasta esperando. O noivo espera a noiva no altar porque a ama. Você ama a Jesus o suficiente para esperá-Lo com paciência e fé? Ele disse: “Se Me amais, guardareis os Meus mandamentos” (João 14:15). De acordo com as Escrituras Sagradas, você não guarda os preceitos divinos para ser salvo, mas os guarda porque ama Aquele que, muito em breve, virá resgatá-lo do deserto deste mundo para fazer a mais fascinante viagem rumo ao Céu.

Não fique para trás

O Novo Testamento não enfatiza o momento específico do retorno de Cristo, mesmo porque ninguém sabe a data, mas dá grande ênfase no preparo para esse acontecimento. Em Mateus 24 e 25, Jesus conta várias parábolas sobre a importância de estar preparado. Veja alguns passos fundamentais para se preparar:

1. Arrependa-se de seus erros e confesse os pecados a Deus.

2. Aceite que Jesus é o Messias e o seu Salvador.

3. Pela fé nos méritos do sacrifício de Cristo em seu lugar, receba o dom da salvação. Deus irá declará-lo justo.

4. Pelo poder do Espírito Santo, procure viver uma vida íntegra e marcada pelo amor a Deus e ao próximo.

5. Fique alerta e mantenha contato diário com Deus. Jesus disse várias vezes: “Vigiem e orem!”

6. Se Cristo demorar, não desanime e nem perca a fé.

7. Viva na alegre expectativa do retorno de Cristo.

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Por que Jesus disse “Pai, perdoa-lhes” na cruz?

As palavras de Jesus, registradas em Lucas 23:34, onde Ele diz “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”, revelam Sua compaixão e misericórdia mesmo em meio a um cenário angustiante. Enquanto estava pregado na cruz, Jesus testemunhava uma série de ações cruéis contra Ele: os soldados romanos apostando por Suas roupas (João 19:23-24), os criminosos nas cruzes ao seu lado o insultando (Mateus 27:44), os líderes religiosos zombando Dele (Mateus 27:41-43) e a multidão blasfemando contra Ele (Mateus 27:39). No entanto, em meio a essa situação, Jesus orou por perdão em favor de todos eles, mostrando um amor e misericórdia incomparáveis.

Mesmo em meio à Sua agonia, Jesus demonstrou preocupação com o perdão daqueles que O consideravam inimigos. Ele pediu ao Pai que perdoasse os ladrões na cruz que O zombavam. Ele também pediu ao Pai que perdoasse os soldados romanos que O insultaram, cuspiram, espancaram, arrancaram Sua barba, chicotearam-nO, colocaram uma coroa de espinhos em Sua cabeça e O pregaram na cruz. Jesus também pediu perdão pela multidão enfurecida que zombava Dele e clamava por Sua crucificação (Marcos 15:29-30).

É importante destacar que a oração de Jesus, “Pai, perdoa-lhes”, não implica que todos foram perdoados automaticamente, sem arrependimento e fé. Essa oração revela a disposição de Jesus em perdoá-los, pois o perdão era o motivo pelo qual Ele estava na cruz. As palavras “Pai, perdoa-lhes” ilustram o coração misericordioso de Deus.

A oração de Jesus também cumpriu a profecia do Antigo Testamento, conforme registrado em Isaías 53:12: “Ele levou sobre si o pecado de muitos e intercedeu pelos transgressores”. Na cruz, Jesus intercedeu pelos pecadores. Hoje, ressuscitado e glorificado, Jesus continua sendo o “único mediador entre Deus e os homens” (1 Timóteo 2:5). A oração de Jesus, “Pai, perdoa-lhes”, também está alinhada com o princípio que Ele ensinou no Sermão da Montanha: “Vocês ouviram o que foi dito: ‘Ame o seu próximo e odeie o seu inimigo’. Eu, porém, lhes digo: Amem os seus inimigos e orem por aqueles que os perseguem” (Mateus 5:43-44). Jesus, mesmo sendo perseguido, orou por Seus perseguidores.

Ao lado da disposição de Jesus em perdoar aqueles que O crucificaram, está o fato de que eles não sabiam o que estavam fazendo (Lucas 23:34). Os pecadores que O levaram à cruz não compreendiam plenamente a gravidade de suas ações. Os soldados romanos não tinham intenção pessoal de prejudicá-Lo; eles estavam apenas cumprindo ordens e tratando-O como normalmente tratavam os condenados, acreditando que Ele merecia tal tratamento. Eles não sabiam que estavam crucificando o Filho de Deus (1 Coríntios 2:8). A multidão não tinha conhecimento verdadeiro sobre quem eles estavam tentando destruir, pois os líderes judeus os haviam convencido de que Jesus era um impostor e um perturbador (Atos 3:17). Ao orar “Pai, perdoa-lhes”, Jesus revelou Sua infinita misericórdia e continuava amando-os e perdoando-os se eles se humilhassem e se arrependessem (Mateus 18:14; 2 Pedro 3:9).

A oração de Jesus, “Pai, perdoa-lhes”, foi respondida na vida de muitas pessoas. O centurião romano que estava ao pé da cruz, ao testemunhar a forma como Jesus morreu, exclamou: “Certamente este homem era o Filho de Deus!” (Marcos 15:39). Um dos ladrões crucificados com Jesus colocou sua fé em Cristo, que lhe prometeu o paraíso (Lucas 23:39-43). Um membro do Sinédrio publicamente se alinhou com Jesus (João 19:39). E, pouco mais de um mês depois, três mil pessoas em Jerusalém foram salvas em um único dia, quando a igreja teve seu início (Atos 2:41).

Na cruz, Jesus providenciou o perdão para todos aqueles que nele cressem (Mateus 20:28). Jesus pagou o preço pelos pecados que cometemos, tanto por ignorância quanto deliberadamente. Quando somos nascidos de novo, nos tornamos também uma resposta à oração de Jesus: “Pai, perdoa-lhes”.

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O que a Bíblia diz sobre o silêncio de Deus?

A Bíblia aborda o tema do silêncio de Deus em alguns momentos. Embora existam situações em que Deus se revela e fala claramente, há momentos em que parece que Ele está em silêncio. Aqui estão algumas passagens que refletem essa questão:

Salmo 22:1: O Salmo 22 começa com as palavras de Davi: “Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? Por que te alongas das palavras do meu bramido e não me auxilias?” Essas palavras expressam um senso de desamparo e aparente silêncio de Deus diante do sofrimento.
Salmo 13:1-2: Davi, em outro Salmo, questiona a aparente ausência de Deus: “Até quando, SENHOR, me esquecerás para sempre? Até quando esconderás de mim o teu rosto?” Davi expressa sua angústia e busca por uma resposta de Deus.
Jó 30:20: Jó, em meio à sua aflição, clama: “Clamo a ti, ó Deus, mas não me respondes; fico em pé, mas não me atentas.” Jó experimentou um período de aparente silêncio de Deus enquanto enfrentava dificuldades.
É importante lembrar que, embora a Bíblia mencione esses momentos de aparente silêncio de Deus, isso não significa que Ele esteja realmente ausente. A maneira como Deus se relaciona conosco pode variar em diferentes circunstâncias. Em alguns casos, o silêncio pode ser uma forma de testar nossa fé, fortalecer nosso caráter ou nos levar a buscar uma comunhão mais profunda com Ele.

No entanto, a Bíblia também nos assegura que Deus está sempre presente conosco. Por exemplo, em Hebreus 13:5, lemos: “Serei contigo, não te deixarei, não te desampararei”. Mesmo quando não podemos ouvir a voz de Deus ou entender Seus caminhos, podemos confiar que Ele está presente e trabalhando em nossas vidas.

Portanto, o silêncio de Deus não deve nos levar ao desespero, mas sim a buscar uma comunhão mais profunda com Ele, perseverar na fé e confiar em Sua fidelidade, mesmo quando não compreendemos completamente Seus propósitos.

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 O que caracteriza um culto verdadeiramente bíblico?

A adoração é um instinto inerente aos seres humanos, presente em diferentes formas e expressões ao longo da história. Ela reflete o anseio da alma humana por algo maior, como descrito pelo salmista: “Assim como a corça anseia por águas correntes, a minha alma anseia por ti, ó Deus” (Salmo 42:1). Desde tempos antigos, a religião tem sido uma característica universal da humanidade, como observado por Cícero, um filósofo Romano do século I a.C. Diante desse contexto, surge a necessidade de compreender o significado da adoração, a quem devemos adorar e como devemos adorar. Também é importante avaliarmos se somos “verdadeiros adoradores” (João 4:23) ou adoradores falsos.

Jesus instruiu que os verdadeiros adoradores O adorem em espírito e em verdade (João 4:24). O apóstolo Paulo explicou que a adoração genuína é realizada pelo Espírito de Deus (Filipenses 3:3). Isso significa que apenas aqueles que foram salvos pela fé em Jesus Cristo e têm o Espírito Santo habitando em seus corações são capazes de oferecer uma adoração verdadeira. Adorar em espírito envolve ter a atitude correta do coração, indo além de rituais e cerimônias vazias. Já adorar em verdade significa adorar de acordo com a revelação de Deus sobre Si mesmo nas Escrituras. Para que nossa adoração seja bíblica, é necessário que ela esteja em conformidade com a doutrina de Cristo (2 João 1:9), seguindo as instruções contidas na Bíblia e não dependendo de livros de confissões, regras de ordem ou outras obras humanas.

Nos cultos de adoração da igreja primitiva, eram praticados diversos atos devocionais que podemos identificar como componentes de um culto de adoração verdadeiramente bíblico. A ceia do Senhor era celebrada (Atos 20:7), orações eram oferecidas (1 Coríntios 14:15–16), cânticos eram entoados para a glória de Deus (Efésios 5:19), ofertas eram recolhidas (1 Coríntios 16:2), as Escrituras eram lidas (Colossenses 4:16) e a Palavra de Deus era proclamada (Atos 20:7).

A comunhão e a oração eram elementos essenciais do serviço da igreja primitiva. A ceia do Senhor é uma celebração que rememora a morte de Jesus até que Ele volte (1 Coríntios 11:25–26). A oração deve ser direcionada exclusivamente a Deus (Neemias 4:9; Mateus 6:9) e estar em conformidade com a vontade de Deus (1 João 5:14). A oração em conjunto é importante, pois promove a unidade (João 17:22-23) e é fundamental para encorajar e estimular uns aos outros no amor e nas boas obras (1 Tessalonicenses 5:11; Hebreus 10:24).

Dentro do contexto da adoração, é essencial o ato de cantar. O apóstolo Paulo instruiu os crentes a “falar uns com os outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando e louvando de coração ao Senhor” (Efésios 5:19–20). Cantar ao Senhor e uns aos outros é uma forma de transmitir a verdade por meio da música (Colossenses 3:16).

A oferta também é parte integrante da verdadeira adoração bíblica. Paulo orientou a igreja de Corinto a separar uma quantia em dinheiro de acordo com a renda de cada um, a ser recolhida no primeiro dia de cada semana, para evitar a necessidade de coletas quando ele chegasse (1 Coríntios 16:1–2). Nossas doações regulares para a obra do Senhor são uma responsabilidade séria, mas também devem ser encaradas como uma bênção emocionante, e não como um fardo (2 Coríntios 9:7). Além disso, a doação voluntária é o único método explicitamente bíblico para financiar a obra da igreja.

Por fim, a pregação e o ensino são elementos essenciais da verdadeira adoração bíblica. Nosso ensino deve estar firmado exclusivamente nas Escrituras, pois estas são o único meio capaz de equipar os crentes para a vida e a piedade (2 Timóteo 3:16–17). O pregador ou professor piedoso ensinará somente a partir da Palavra de Deus, confiando no Espírito Santo para agir nas mentes e corações dos ouvintes. Paulo lembrou a Timóteo que ele deveria pregar a Palavra, estar preparado em todas as ocasiões, corrigir, repreender e encorajar com paciência e cuidado (2 Timóteo 4:2). Uma reunião da igreja que não coloca a Palavra de Deus como componente principal não é um culto bíblico.

Ao seguirmos o modelo de adoração encontrado nas Escrituras, devemos adorar a Deus com grande paixão. Não devemos transmitir ao mundo a ideia de que a adoração ao nosso Deus é um ritual monótono e sem vida. Fomos resgatados do pecado e, portanto, devemos louvar nosso Criador como filhos gratos por Suas abundantes bênçãos. “Portanto, uma vez que estamos recebendo um reino inabalável, sejamos agradecidos e, assim, adoremos a Deus de modo aceitável, com reverência e temor” (Hebreus 12:28–29).

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Como saber se uma doutrina é verdadeira ou falsa?

A doutrina cristã, que significa “ensino”, é o conjunto central de ensinamentos sobre Deus, o evangelho e a fé cristã. Essas doutrinas são transmitidas de geração em geração como “a fé que uma vez por todas foi confiada ao povo santo de Deus” (Judas 1:3). A Bíblia é o teste decisivo que os crentes podem usar para discernir a verdade da doutrina. Se uma crença ou ensinamento está em acordo com a Palavra de Deus, é uma sã doutrina. Se contradiz a Escritura, é uma falsa doutrina.

Deus é a própria verdade, Ele é completamente veraz e confiável (Deuteronômio 32:4; 2 Crônicas 15:3; João 14:6, 17; 1 João 5:20). A Palavra de Deus é a verdade (João 17:17; Salmo 18:30; 119:151). Ele não pode mentir (Hebreus 6:18; Números 23:19). A Bíblia também revela que Deus é imutável em Sua natureza, plano e ser (Malaquias 3:6; 1 Samuel 15:29; Hebreus 13:8; Tiago 1:17). Como Deus não muda, os crentes podem confiar que a verdade nunca mudará, assim como a doutrina baseada nela. Deus é sempre o fundamento dos princípios e crenças da nossa fé. Podemos defender nossa fé e construir nossa vida sobre a verdade sólida e imutável de Deus.

A Palavra de Deus sempre foi o padrão para discernir a verdade do erro. Quando as pessoas na época de Isaías foram tentadas a seguir falsos mestres, o profeta as orientou para as Escrituras: “Consultem a lei e o testemunho de Deus! Se eles não falarem de acordo com esta palavra, não há luz neles” (Isaías 8:20, NLT). A Palavra de Deus é o critério objetivo pelo qual julgamos se uma doutrina é verdadeira ou falsa.

Infelizmente, muitas igrejas constroem suas doutrinas em terrenos instáveis. Ensinos errôneos surgem quando a Bíblia é ignorada, descartada ou mal interpretada, seja em parte ou em sua totalidade. Devemos examinar cuidadosamente todo o ensino da Escritura sobre qualquer assunto. Compreender o contexto inclui estudar o significado literal das palavras, colocá-las em seu contexto histórico e cultural adequado e comparar o ensino com outras passagens relacionadas na Bíblia.

Ensinos mal aplicados não são algo novo. Jesus repreendeu os escribas e fariseus por “ensinarem como doutrinas os mandamentos dos homens” (Marcos 7:7, ESV; cf. Isaías 29:13). As falsas doutrinas eram abundantes nos tempos do Novo Testamento, e as Escrituras nos dizem que continuarão sendo ensinadas (Mateus 7:15; 2 Pedro 2:1; 1 João 4:1). Paulo adverte: “Pois virá o tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, sentindo coceira nos ouvidos, segundo os seus próprios desejos juntarão mestres para si mesmos” (2 Timóteo 4:3).

Paulo ficou surpreso com aqueles na Galácia que estavam “se afastando tão depressa daquele que os chamou para seguirem o caminho de Cristo, para seguirem outro evangelho que, na realidade, não é o evangelho. O que ocorre é que algumas pessoas os estão perturbando, querendo perverter o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós ou um anjo dos céus pregue um evangelho diferente daquele que pregamos a vocês, que seja amaldiçoado!” (Gálatas 1:6–9).

Se nossa doutrina estiver solidamente baseada nas Escrituras, podemos ter a certeza de que estamos seguindo o caminho que Deus estabeleceu para nós. No entanto, se não estudarmos a Palavra de Deus por nós mesmos (2 Timóteo 2:15), corremos o risco de ser facilmente enganados. Paulo ensinou que um presbítero da igreja deve se apegar firmemente à verdade de Deus “de modo que tenha a capacidade de instruir os outros na sã doutrina e ao mesmo tempo refutar os que se opõem a ela” (Tito 1:9, ESV; ver também Tito 2:1). Aqueles que não se apegam à sã doutrina devem ser prontamente identificados por suas ações ímpias (Tito 1:16; 1 Timóteo 1:10).

A Bíblia inclui um sério aviso para não acrescentar nem remover nada de Suas palavras (Apocalipse 22:18-19). Em vez disso, Paulo nos exorta a “manter o padrão das sãs palavras que você ouviu de mim, com a fé e o amor que estão em Cristo Jesus” (2 Timóteo 1:13, NLT).

A sã doutrina bíblica refere-se aos ensinamentos que estão em conformidade com a Palavra revelada de Deus, a Bíblia. As falsas doutrinas são ideias que acrescentam, subtraem, contradizem ou anulam os ensinamentos dados na Palavra de Deus. Por exemplo, qualquer ensino que negue o nascimento virginal de Jesus Cristo é uma doutrina falsa porque contradiz o claro ensino de Mateus 1:18–25. Podemos julgar como falsas as doutrinas que negam a existência do inferno com base em Apocalipse 20:15, 2 Tessalonicenses 1:8 e nas próprias palavras de Cristo em Mateus 10:28 e 25:46. Ensinos que afirmam que existem muitos caminhos para Deus se opõem diretamente à verdade de que Jesus é o único caminho de salvação (João 6:35; 10:7; 11:25; 14:6).

Quanto mais conhecermos a Palavra de Deus, mais bem equipados estaremos para julgar a doutrina e discernir se ela é verdadeira ou falsa, correta ou incorreta (Mateus 22:29; Romanos 15:4; 1 Pedro 2:2; 2 Timóteo 3:15). Devemos exercer discernimento, assim como os bereanos em Atos 17:11: “Examinavam as Escrituras todos os dias, para ver se tudo era assim mesmo”. Ao seguirmos o exemplo dos primeiros cristãos, estaremos bem protegidos e garantiremos que permanecemos no caminho que Jesus traçou para nós. Atos 2:42 estabelece o padrão: “Eles se dedicavam ao ensino dos apóstolos e à comunhão, ao partir do pão e às orações”. Essa dedicação nos protegerá e garantirá que permaneçamos firmes no caminho que Jesus estabeleceu para nós.

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A mulher pode ser pastora?

Sim, a mulher pode ser pastora. Na minha opinião, a mulher pode ser ordenada pastora e neste artigo vou comentar os motivos que me levam a interpretar esse assunto polêmico. Também colocarei a posição das pessoas que discordam da ordenação feminina.

O Novo Testamento não cita sobre ordenação de nenhum gênero. Esse é um dos principais argumentos em defesa do pastorado feminino. No século I não existia essa preocupação de ordenar uma pessoa ao pastorado como vemos hoje. O Novo Testamento não incentiva e nem proíbe a mulher à frente de um ministério porque esse tema não é tratado nas Sagradas Escrituras. É correto afirmar que Jesus não escolheu uma mulher entre os 12 homens. Sabemos que elas estavam ajudando no ministério dEle, mas não estavam entre os discípulos. Isso se explica pelo contexto histórico. Culturalmente, a mulher estava em segundo lugar, apesar de existir à época a ideia de proteção dela. Explicarei como era a vida social, familiar e religiosa da mulher nos tempos de Jesus. Essas informações nos ajudarão a entender que, naquela época, não era costume judaico uma mulher ser ativa na vida social. Isso explica, em parte, a ausência delas nas atividades públicas. Lembrando que o mundo bíblico neotestamentário retrata o patriarcado.

Vida social
A mulher andava de véu ou de manto. Se saísse sem o véu, o marido poderia despedi-la sem ser obrigado a pagá-la pela separação. A mulher poderia ser repudiada sem receber pagamento previsto no contrato de casamento se conversasse com alguém na rua ou ficasse do lado de fora da casa.

No casamento, ela era submissa ao marido. A adúltera era apedrejada. Não era bem visto o homem falar com solteiras e casadas. Em público ela deveria passar despercebida e não era permitido encontrar sozinho com uma mulher (casada ou solteira) e nem cumprimentá-la, mas no campo essa regra não era cumprida. A mulher não participava da vida pública e não trabalhava. Os historiadores dizem que havia exceção. A pobreza forçava outros costumes sociais. Por exemplo, na classe baixa as mulheres ajudavam os maridos comerciantes no trabalho, no campo as moças iam à fonte e as casadas trabalhavam na agricultura junto com filhos e maridos. O lar era o espaço feminino e a vida social cabia aos homens. Na cultura judaica, o costume geral era a monogania, apesar de termos exemplos de poligamia na Bíblia.

Á mulher cabia a procriação, sendo esse o objetivo do casamento. Era responsabilidade do marido sustentar a esposa. A condição dela no casamento era de submissão, sendo considerada posse do marido, mas não a sua escrava. O homem poderia vender a filha menor, mas não poderia vender a esposa. O pedido de divórcio cabia ao homem e o repúdio a deixava livre. A divorciada poderia se casar novamente. A esposa deveria ser resgatada se fosse levada em cativeiro e também tinha direito a uma sepultura. A cultura prezava pela proteção dela que cabia à família e aos irmãos.

Os filhos
A chegada de um menino era recebida com alegria, mas o mesmo não acontecia com uma filha. A mãe era a responsável pela educação no lar. Os filhos também eram inicialmente educados pela mãe. Depois, aprendiam oralmente a sabedoria do pai, sua profissão e religião. Eles podiam estudar, mas elas não iam à escola. Dentro de casa a filha vinha depois do filho, sendo submissas ao pai porque valia o pátrio poder. Depois de casadas elas eram submissas ao marido. As meninas faziam trabalhos domésticos como costura, fiação e cuidavam dos irmãos. A filha nada possuía porque a renda do trabalho era do pai que até poderia anular o voto dela. O pai a representa em qualquer assunto legal. Inclusive a aceitação ou recusa de casamento pertence ao pai ou ao representante dele. Até 12 anos e meio ela não poderia recusar um casamento decidido pelo pai. Depois dessa idade, devia-se levar em conta o consentimento da moça para o casamento. O pai poderia vender a filha como escrava até 12 anos. A filha maior, acima de 12 anos, poderia decidir pelo noivado sem consentimento do pai. Esse aspecto do noivado é polêmico porque existem autores que afirma que não existia. Mas há teólogos que dizem que o noivado existia. Mesmo que filha fosse maior, o valor que o noivo pagava pelo casamento pertencia ao pai dela.

Existia um limite no direito do marido e isso aconteceu na época do Antigo Testamento e do Novo Testamento. O marido não poderia devolver a mulher se a acusasse falsamente de não ser mais virgem. Também não podia devolver a mulher que ele violasse (estuprasse) antes do casamento.

A mulher e a religião
Quanto ao aspecto religioso, a mulher não era igual ao homem, estando sujeita a todas as proibições da lei e à pena de morte. Os homens deveriam cumprir mandamentos, mas elas não. Por exemplo, elas não precisavam fazer a peregrinação a Jerusalém durante as festas. Elas não eram obrigadas a aprender a lei e não estudavam nas escolas. Os historiadores contam que na corte os costumes eram desconsiderados e as mulheres ricas aprendiam o grego.

De modo geral, como a mulher não estudava, também não tinha a oportunidade a ler a Torá. Entre os rabinos acreditava-se que “aquele que ensina a lei à sua filha, ensina-lhe a devassidão”. Os mestres diziam que era melhor queimar a Torá, que era a Lei, do que ensiná-la às mulheres. No templo havia um adro reservado para as judias que eram excluídas no dia da purificação. Elas também eram excluídas depois do nascimento de um bebê. A exclusão era por 40 dias (se o filho fosse menino) e 80 dias (se fosse uma menina). Na sinagoga, na parte reservada ao serviço litúrgico, havia espaço separado para as mulheres que não podiam ficar no lugar reservado para os escribas.

Os escribas tinham formação mais avançada, ocupavam lugar mais importante na sinagoga, de frente para povo. Na sinagoga os escribas eram os mais importantes de todos (até mais do que os sacerdotes). O templo era local de sacrifício. A sinagoga era local de ensino e estudo. Existiam 480 sinagogas em Jerusalém na época de Jesus. Esse era um local de prece e de leitura do texto sagrado em hebraico. No início da reunião era feita a leitura do Pentateuco e, em seguida, um texto dos profetas. Depois, uma paráfrase em aramaico. E ainda uma instrução ou comentário. Os escribas comentavam o texto na reunião da sinagoga que acontecia no sábado. Todo esse trabalho sagrado cabia aos homens escribas e não às mulheres.

As informações que eu cito sobre a cultura do século I (e do Antigo Testamento) são dos livros “Jerusalém no tempo de Jesus: pesquisa de história econômico-social no período neotestamentário”, de Joachim Jeremias, “Jesus e as estruturas de seu tempo”, do autor Émile Morin, e “Instituições de Israel no Antigo Testamento”, de Roland de Voux. Também pesquisei no livro “Panorama do Novo Testamento”, de Klaus-Michael Bull.

A polêmica contemporânea
Vemos muitas opiniões sobre o pastorado feminino. Há segmentos que aceitam a mulher ser pastora como a Igreja Episcopal Anglicana do Brasil, várias igrejas batistas e assembleianas. Já a Igreja Presbiteriana do Brasil, a Universal do Reino de Deus (IURD), a Igreja Católica Apostólica Romana e a Igreja Ortodoxa, em seus vários patriarcados, não aceitam. Cito somente igrejas mais tradicionais como exemplo, mais fiquei sabendo que ministérios independentes que não concordam com a ordenação das mulheres.

Complementarismo e o igualitarismo

Atualmente existem duas linhas, o complementarismo e o igualitarismo, para explicar a posição feminina na igreja, na sociedade e na família. As teorias afirmam que homem e mulher são iguais tendo igual capacidade diante de Deus em valor e em essência, mas os papéis são diferentes. Nenhuma visão prega a inferioridade da mulher.

A visão complementarista afirma que, por ordem divina, as mulheres não podem exercer papéis de liderança na sociedade, na igreja e na família. Aqui acredita-se que homens e mulheres foram criados à imagem de Deus, mas defende distinções de gênero. Para defender essa visão, os complementaristas usam, entre outros versículos, 1 Timóteo 2:12 onde o apóstolo Paulo diz que não permite que a mulher ensine, nem tenha domínio sobre o homem, mas que esteja em silêncio. Em 1 Coríntios 14 se lê que as mulheres devem ficar caladas nas igrejas porque não podem falar. E que sejam submissas como também ordena a lei. Nesse texto fica claro que o apóstolo Paulo diz que a mulher não pode ensinar e exercer autoridade sobre o homem na igreja. Já em 1 Timóteo 3:1-13 e em Tito 1:6-9 os cargos de liderança da igreja são destinados aos homens.

No Brasil, não vemos muito essas divisões. Nos Estamos Unidos as pessoas afirmam que existe o complementarismo generoso (ou estreito) e o complementarismo amplo. No amplo, a questão da submissão se estende mais, sendo bem maior, valendo para toda a vida da mulher. Na prática, o complementarismo amplo é mais conservador e a mulher não poderia, nesse caso, exercer nenhum cargo de autoridade sobre o homem. Por exemplo, a mulher não poderia ser uma policial. No estrito, a submissão vale somente para o casamento, o governo da igreja é somente para o presbítero e outro cargo de liderança pode ser exercido pela mulher.

O igualitarismo entende que ambos são iguais diante de Deus e em papéis também. A ideia da submissão feminina, por exemplo, não aparece na linha igualitarista. Quem segue essa teoria diz que a visão da submissão e da autoridade seriam questões que apareceram depois da queda, mas que Jesus as eliminou. O igualitarismo diz que não há restrições bíblicas baseadas no gênero para exercer cargos na igreja, na sociedade e no lar. Essa diferença é inexistente porque todos são um em Cristo. Um versículo para defender essa linha é Gálatas 3:28 que diz que não existe judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher porque todos são um em Cristo Jesus. Nessa interpretação, acredita-se que, em Cristo, acabaram as diferenças de gênero. A crítica que os igualitaristas recebem é que, nesse versículo, o apóstolo Paulo se referiu ao assunto da salvação e não às funções dentro da igreja.

A visão dos católicos romanos sobre a ordenação feminina
No canal do YouTube, o padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior, da Arquidiocese de Cuiabá – MT, citou as razões doutrinárias para explicar a posição da cúpula da igreja sobre a não ordenação feminina. Ele citou a Carta apostólica ordinatio acerdotalis, datada de 22 de maio de 1994, sobre a ordenação sacerdotal reservada somente aos homens, publicada durante o pontificado do papa João Paulo II.

Na Carta, que traz o entendimento sobre a não ordenação feminina, o papa João Paulo II diz que a igreja sempre ensinou dessa forma, ou seja, que à mulher não cabe o pastorado. Para defender a posição de que a mulher nunca exercer papel de liderança sacerdotal na história do cristianismo, o documento traz a figura da Virgem Maria e diz que ela tem grande dignidade. Os católicos romanos a veneram, mas entendem que ela nunca celebrou uma missa, não recebeu ordenação sacerdotal e não estava entre os 12 apóstolos. Como esse exemplo de Maria, os católicos dizem que nunca teve e hoje não deve ter mulher sendo líder maior na igreja. Os católicos também afirmam que os apóstolos não optaram pelas mulheres quando escolheram os seus sucessores e que Maria não é menos digna por não ter sido ordenada. Em outras palavras, a falta de ordenação em nada macula a dignidade da mãe de Jesus é o que afirma o documento que diz: “de resto, o facto de Maria santíssima, mãe de Deus e mãe da igreja, não ter recebido a missão própria dos apóstolos nem o sacerdócio ministerial, mostra claramente que a não admissão das mulheres à ordenação sacerdotal não pode significar uma sua menor dignidade nem uma discriminação a seu respeito, mas a observância fiel de uma disposição que se deve atribuir à sabedoria do Senhor do universo”.

Outro documento que explica sobre a dignidade da mulher e a vocação dela é a Carta apostólica Mulieris dignitatem, publicada em 5 de agosto de 1988, no pontificado de João Paulo II. Existem ainda arrazoados teológicos (motivos de conveniência) para entender porque Jesus só escolheu homens e isso pode ser visto no documento Inter Insigniores, publicado em 15 de outubro de 1976, durante o pontificado de Paulo VI. O entendimento atual da Igreja Católica se embasa na tradição e nos textos bíblicos que, segundo os católicos romanos, mostram somente homens trabalhando com Jesus. Sendo assim, para a Igreja Católica vale a frase de São Vicente de Lérins, escritor eclesiástico que nasceu e morreu na França, foi ordenado sacerdote no século V e viveu no mosteiro de Lérins, que diz: “quod ubique, quod semper, quod ab omnibus”. A frase significa “o que em toda parte, sempre e por todos foi ensinado, isso é um ensinamento infalível da igreja católica”. Ou seja, é assim porque sempre foi assim. A mulher não é ordenada porque nunca foi ordenada e essa é uma doutrina da igreja e não uma disciplina.

A posição de um presbiteriano sobre a ordenação feminina
Ao ser questionado se tem base bíblica para a mulher ser pastora, o teólogo Augustus Nicodemus disse, em vídeo postado no YouTube, que é a favor do ministério feminino, mas não do ministério feminino ordenado. Afirma que o papel das mulheres na igreja é essencial e o Antigo Testamento traz exemplos importantes de Hulda e Débora. Também houve mulheres que serviram no ministério de Jesus. Paulo agradece às mulheres como Priscila, Maria e Febe. Jesus honrou as mulheres e lhes deu um lugar que não tinham em Sua época. Ele falou com a samaritana. O judeu não falava com samaritano e muito menos com mulheres samaritanas. Jesus tocou na mulher pecadora e prostituta que foi ao jantar e ungiu os Seus pés. O judeu ortodoxo não teria aceitado aquele ato de unção.

Nicodemus acredita que, sem as mulheres, não teria como organizar as igrejas, o trabalho missionário e as famílias. Mas a questão do pastorado, segundo ele, não se encontra na lei de Deus. O Antigo Testamento deixa claro que a mulher não era sacerdotisa. Ela exercia a função civil de ser juíza como Hulda. Débora foi profetisa, mas ser profeta não era ofício. O ofício, aquela pessoa separada para se dedicar ao governo do povo de Deus, era cargo masculino no Antigo Testamento. O sacerdote era separado, ungido e se tornava líder espiritual da nação de Israel. Somente os homens exerciam o sacerdócio.

Outro argumento usado pelas pessoas que não concordam com a ordenação feminina é que no Novo Testamento Jesus escolheu 12 homens, mesmo tendo dado apoio às mulheres. Ele poderia ter escolhido alguma mulher, mas não o fez. Existiam várias mulheres que poderiam ter sido escolhidas para serem apóstolas como Maria, a mãe de Jesus, Maria Madalena e outras importantes senhoras da nobreza que sustentaram Jesus. Outro argumento usado é que, quando Judas traiu Jesus, abriu-se uma vaga no colégio apostólico e os 11 apóstolos escolherem outro homem para fazer parte do grupo. Em Atos 1 diz que naquele momento existiam várias mulheres, mas os apóstolos escolheram um homem. Outro versículo usado pelos que não aceitam a ordenação feminina é Atos 6 que afirma que as viúvas estavam sofrendo na distribuição de alimentos e os apóstolos disseram para escolher sete homens, chamados de diáconos, para cuidar daquele assunto. Em 1 Timóteo 3 e Tito 1, quando Paulo dá as qualificações do pastor, diz que tem que ser marido de uma só mulher e governar bem a sua casa. Na Bíblia, diz Nicodemus, é evidente que o cargo de liderança eclesiástica e da família está reservado, por Deus, para o homem cristão capacitado. Não se defende que o homem seja melhor do que a mulher. Deus deu diferentes funções.

Ainda existem outros versículos comentados pelos que não aceitam as mulheres como pastoras. Muitos questionam: por que o apóstolo Paulo disse que não permite que a mulher exerça uma função de autoridade e que ensine usando uma autoridade que pertence ao homem? Por que ele disse que a mulher deve se portar na igreja como alguém que está debaixo de autoridade? Lê-se isso em 1 Coríntios 11, 1 Coríntios 14 e Efésios 5 (quando se define o papel do homem e da mulher no casamento) e em 1 Timóteo 2. Várias passagens mostram que, da perspectiva bíblica, o ministério feminino deve ser realizado, mas é vedado o exercício da autoridade espiritual, consagrada e ungida, por parte das mulheres. Nicodemus diz que a argumentação que justifica isso é teológica. Muitos dizem que Paulo fez essas afirmações porque estava preso à cultura da sua época, mas ele também usa argumentos teológicos e bíblicos.

Paulo apela para a teologia ou para a Bíblia para argumentar. Em 1 Coríntios 11 ele diz que a mulher tem que estar debaixo de autoridade. Diz que Deus é o cabeça de Cristo, que é o cabeça do homem, que é o cabeça da mulher. Ou seja, um argumento baseado na Trindade. Começa na Trindade e chega até a relação do homem e da mulher no que diz respeito ao contexto da igreja. Esse é um argumento doutrinário e não cultural. No mesmo capítulo Paulo diz que a mulher não pode ocupar a posição de autoridade porque primeiro Deus fez o homem e depois a mulher. A mulher foi feita por causa do homem e não o contrário. Ela foi retirada do homem e não ele dela. Na sequência da criação, Paulo vê uma pré-ordenação divina sobre os papéis diferentes que cada um deveria exercer tanto no casamento quanto na igreja. Em 1 Timóteo 2, quando ele diz que não permite que a mulher ensine e nem exerça a autoridade de homem, é porque Adão não foi enganado, mas a mulher sendo enganada caiu em transgressão. A interpretação é de que a mulher, estando sob a orientação de seu marido no jardim do Éden, não o ouviu, ultrapassou seu limite de comando, foi conversar com a serpente e foi iludida. Por isso, quando Deus deu a sentença do castigo, disse à mulher que o desejo dela seria para o marido e que ele a dominaria. Do ponto de vista bíblico, o papel da mulher e do homem são diferentes. Embora Cristo seja o redentor da humanidade, esses papéis não são abolidos no Novo Testamento. Todos são remidos, salvos, homens e mulheres recebem dons equivalentes, mas o exercício do governo espiritual da igreja e do lar é para o homem. Esses são alguns argumentos usados pelos defensores da não ordenação feminina.

A pregação das mulheres nos primeiros avivamentos
Não é de hoje que as mulheres são desconsideradas como pregadoras e pastoras. Basta dar uma olhada nos livros que encontraremos muitos casos. Os séculos 18 ao 20 foram marcados por avivamentos na Europa e nos Estados Unidos e sabe-se de histórias de muitas mulheres que foram pregadoras do Evangelho e outras que foram impedidas de exercer esse ofício. Para que muitas mulheres pregassem com liberdade, foi necessário ter permissão dos líderes evangélicos. O papel feminino no século 18 era restrito e elas eram consideradas intelectualmente inferiores. A mulher vivia sempre à espera de uma direção, de um homem que dissesse o que ela poderia ou não fazer, vivia na submissão e não influenciava a sociedade. Sobre questões de religiosidade, a mulher também era considerada incapaz. A ideia era de que ela não compreendia as razões do crer e deveria seguir a religião e as ordens do marido.

Em um mundo iluminista onde imperava o deísmo e o ateísmo, algumas mulheres ousaram ir além. Por exemplo, a escritora inglesa Mary Astell (1666-1731) redigiu, em 1705, o livro “A religião cristã como professada por uma filha da igreja da Inglaterra”, colocando seu pensamento em oposição ao de John Locke. Astell defendeu a competência religiosa e intelectual das mulheres. Já Susanna Wesley (1669-1742), mãe de John Wesley, criador do metodismo, nasceu em Londres e, mesmo sem ser ordenada, exerceu a função de pastora. Ela lia sermões, orava e aconselhava o povo inculto da paróquia. Conta-se que muitas pessoas, que há anos não frequentavam o culto, retornaram à igreja para ouvi-la. O seu marido, Samuel, ficou indignado com seu trabalho de pastora. Como podia uma mulher, a sua esposa, orar e exortar publicamente? Não era desejável que ela dirigisse o culto por ser mulher. Susana respondeu que era mulher, mãe de uma família e sabia que o marido tinha a maior responsabilidade pela igreja por ser o pastor oficial. Mas, na ausência do marido, ela não poderia deixar de cuidar das pessoas. Questionou que foi Deus que a deu talento e que ela responderia a Ele sobre o trabalho que deveria realizar. O marido queria que outra pessoa lesse o sermão e não Susanna, mas ela disse que nenhuma pessoa daquele lugar sabia ler direito.

Como disse Rute Salviano Almeida, autora do livro “Vozes femininas nos avivamentos: Europa e Estados Unidos séculos 18, 19 e início do século 20”, é necessário conhecer a voz feminina na pregação e no ensino da Palavra de Deus porque isso motivará as mulheres a não enterrarem seus talentos.

Autora
Denise Santana- Jornalista, Teóloga e Professora.

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Igrejas Com Líderes Narcisistas

A Igreja Evangélica Brasileira E O Culto Aos Homens.

É muito comum, nos dias de hoje, observarmos uma mudança muito nociva no comportamento de algumas igrejas evangélicas. Antigamente as igrejas tinham em suas fachadas o nome que identificava o ministério e ao lado um símbolo cristão, fosse um peixe, uma cruz, uma pombinha ou nenhum. O nome da igreja não tem nada de mais, apenas identifica um pequeno ministério, mas o que chama nossa atenção hoje são as fotos dos seus líderes em tamanho tão grande quanto o nome da própria igreja.

 Talvez não seja tão comum assim a foto do líder na placa da igreja. Apesar de grandes denominações neopentecostais usarem deste dispositivo, não é algo tão comum assim. Contudo, o uso cada vez mais frequente da imagem do líder é um fenômeno bastante perceptível atualmente.

O advento das redes sociais potencializou uma cultura de culto à imagem pessoal como nunca. Sem dúvida, o uso das redes sociais é uma necessidade para a comunicação em nosso tempo e transformou-se em um meio importante de comunicação e até de evangelização. 

O culto à imagem não é algo novo, antigos reinos helenísticos dos Selêucidas e dos Ptolomeus elevavam a condição de seus monarcas a divindades. Mas, é em Roma que o culto ao imperador tomou enormes proporções.

O culto ao imperador romano começou desde Caio Júlio Cesar Otaviano Augusto, o primeiro imperador, que após sua morte passou a ser venerado como um deus. Tiberio, filho adotivo de Augusto, denominava-se filho de um deus. Calígula, entretanto, foi muito além, chegando a planejar a colocação de uma estátua sua no Templo em Jerusalém, mas morreu antes de concluir seu projeto. O culto ao imperador passou a ser tão importante quanto ao culto às divindades romanas, e essencial para a sobrevivência do império que se estendia como nenhum outro até então.

A divinização do imperador e a obrigatoriedade de culto a ele era uma forma cultural de propagar o imperador como ser poderoso e fiador da paz. Ensinar o povo que o imperador era uma figura divina e exigir o culto a esta figura fazia com que a imposição do governo romano fosse absorvida com a menor resistência possível pelo povo, pois afinal levantar-se contra o imperador era levantar-se contra uma figura divina. Portanto, o culto imperial consistia em uma forma de sustentação do poder pessoal do imperador romano.

Uma vez que o Cristianismo se espalhou rapidamente, opondo-se a toda forma de culto ou adoração a qualquer ser humano ou divindade que não seja o Deus da Bíblia, não demorou muito para que iniciasse uma perseguição. Roma começou a ver no Cristianismo uma ameaça ao seu poder, por isso a nova doutrina que ensinava o culto a um único Deus e que via em Jesus, o único Filho de Deus, passou a ser duramente perseguida.

É interessante observar que hoje o recurso romano de manutenção do poder voltou a ser usado mesmo dentro da igreja cristã. Parece que o ensino da própria história do Cristianismo, quando Martinho Lutero iniciou o movimento da Reforma Protestante também se opondo a um tipo de culto ao imperador, neste caso a infalibilidade papal, foi desaprendido por alguns líderes de igrejas.

Como já referi anteriormente, o fenômeno das redes sociais trouxe um novo culto à imagem. Talvez, realmente seja impossível ignorar as ferramentas de comunicação da pós-modernidade, mas ainda assim todo cristão deveria atentar para a realidade de que o Cristianismo surgiu exatamente em oposição a este tipo de manutenção de poder.

A revista da Escola Bíblica Dominical (CPAD, 3º trimestre 2023, p. 30), comentada pelo Pr. Douglas Batista, salienta que “o culto à autoimagem é uma forma de idolatria. Enquanto Cristo reflete a imagem de Deus (Hb 1.2,3), o narcisismo humano reflete a natureza do pecado (Jo 8.34)”. Concordo com o ensino deste comentarista, a primazia é de Cristo e não do homem.

João Batista, apontando para Jesus, já ensinava: “é importante que ele cresça e eu diminua” (Jo 3.30), e o apóstolo Paulo ensinou que “o viver é Cristo”. Ainda que os tempos de hoje forcem uma extrema exposição da imagem, é necessário que todo pastor siga o ensino e o exemplo de Cristo, que veio para glorificar o nome de Deus (Jo 12.27-28). Assim como Jesus glorificava ao Pai, a igreja foi estabelecida para glorificar a Cristo, dessa maneira é importante que todo líder cristão, seja pastor, pregador etc., tenha o discernimento do limite entre a necessária exposição da sua imagem e o culto à imagem.

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Foto Retirada da Internet

Jesus Realmente Pregou Aos Mortos No Inferno?

“Quais são os significados destas citações de Pedro sobre Jesus, em 1 Pedro 3:18-22?
"Porque também Cristo padeceu uma vez pelos pecados, o justo pelos injustos, para levar-nos a Deus; mortificado, na verdade, na carne, mas vivificado pelo Espírito;
No qual também foi, e pregou aos espíritos em prisão;
Os quais noutro tempo foram rebeldes, quando a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca; na qual poucas (isto é, oito) almas se salvaram pela água;
Que também, como uma verdadeira figura, agora vos salva, o batismo, não do despojamento da imundícia da carne, mas da indagação de uma boa consciência para com Deus, pela ressurreição de Jesus Cristo;
O qual está à destra de Deus, tendo subido ao céu, havendo-se-lhe sujeitado os anjos, e as autoridades, e as potências.
1 Pedro 3:18-22"


Entre as várias interpretações, está a de que Noé foi incumbido por Cristo de pregar aos ímpios de sua época. Outra afirma que Cristo, entre Sua morte e ressurreição, pregou aos mortos ímpios pré-diluvianos. Afinal, qual interpretação tem base bíblica?”

Nesse texto, a parte que traz dificuldade de interpretação é: “Pois também Cristo…, morto, sim, na carne, mas vivificado no espírito, no qual também foi e pregou aos espíritos em prisão” (1 Pedro 3:18-19). Entre as várias interpretações, uma é comum aos católicos e evangélicos: Cristo, entre Sua morte e ressurreição, teria ido ao Hades pregar a espíritos. Para os que creem na imortalidade da alma, o Hades seria um lugar intermediário para onde supostamente vão os espíritos desincorporados. Essa interpretação não tem base bíblica pelas seguintes razões:

1. Com a morte, encerra-se o tempo de preparo para a salvação. O passo seguinte após a morte é o juízo: “E, assim como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo, depois disto, o juízo…” (Hebreus 9:27).
“O tempo de preparo para a vida eterna é “hoje” e “agora”: ‘Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a Sua voz, não endureçais o vosso coração” (Hebreus 3:7,8);
“Porque Ele diz: Eu te ouvi no tempo da oportunidade e te socorri no dia da salvação; eis, agora, o tempo sobremodo oportuno, eis, agora, o dia da salvação” (2 Coríntios 6:2).

2. Os mortos não podem ouvir a pregação do evangelho; tampouco podem aceitá-lo, pois viraram pó: “… até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás” (Gênesis 3:19). Como consequência disso, quem morreu não têm consciência: “Sai-lhes o espírito, e eles tornam ao pó; nesse mesmo dia, perecem todos os seus desígnios” (Salmo 146:4);
“Os mortos não louvam ao Senhor, nem os que descem à região do silêncio” (Salmo 115:17); “… os mortos não sabem coisa nenhuma…; a sua memória jaz no esquecimento…; porque no além, para onde tu vais, não há obra, nem projetos, nem conhecimento, nem sabedoria alguma” (Eclesiastes 9:5,10).

A própria Bíblia e o contexto de 1 Pedro 3:18-21 nos ajudam a entender o texto em questão:

1. Jesus foi “vivificado no espírito” (1 Pedro 3:18). Pelo original grego, podemos também traduzir essa frase como: “Vivificado pelo Espírito”. Ou seja, o Espírito Santo participou na ressurreição de Cristo (Romanos 8:11).

2. “No qual também foi e pregou aos espíritos em prisão’.’ A expressão “no qual” se refere ao Espírito Santo, mencionado na parte final de 1 Pedro 3:18.
Então, Jesus, através do Espírito Santo, pregou a esses “espíritos em prisão”. No entanto, o elemento humano usado pelo Espírito Santo foi Noé (ver 1 Pedro 3:20). A menção a esse patriarca fornece a pista para se saber em que tempo foi feita essa pregação.

3. A pregação se deu, não no período entre a morte e a ressurreição de Cristo, mas “nos dias de Noé” (3:20), isto é, no tempo anterior ao Dilúvio, “enquanto se preparava a arca” (3:20).

4. Quem seriam esses “espíritos” aos quais foi feita a pregação? O próprio contexto nos esclarece: foram os “desobedientes nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca” (3:20). Ou seja, a pregação foi feita aos antediluvianos, e não a espíritos desincorporados no Hades. A parte final de 3:20 nos esclarece que “poucos, a saber, oito pessoas, foram salvos”. A palavra “pessoas” aqui, é psychai (psychê significa “alma, vida, pessoa, criatura”). Então, vê-se que os oito “espíritos” que foram salvos são as oito pessoas da família de Noé (ele, a esposa, três filhos e três noras).

5. E qual seria a “prisão” mencionada em 1 Pedro 3:19? A Bíblia nos diz que a prisão é o pecado: “Tira a minha alma do cárcere, para que eu dê graças ao Teu nome…”(Salmo 142:7); “Quanto ao perverso, as suas iniquidades o prenderão, e com as cordas do seu pecado será detido” (Provérbios 5:22). É digno de nota que um dos atos do Messias seria “tirar da prisão o cativo e do cárcere, os que jazem em trevas”(Isaías 42:7). E isso foi feito por Jesus, para todos aqueles que O aceitaram como Salvador. Portanto, podemos concluir dizendo que o texto de 1 Pedro 3:18-20 afirma que Jesus, através da atuação do Espírito Santo em Noé, pregou aos antediluvianos, mas somente oito deles (Noé e sua família) aceitaram a pregação e foram salvos.

Está você aproveitando o dia de hoje, o presente momento, para entregar sua vida ao Senhor Jesus, para que esteja a salvo quando vier o dilúvio de fogo? Não se esqueça de que “hoje” é o dia da salvação, “agora” é o momento oportuno.

Princípios bíblicos para um casamento feliz

De acordo com Malaquias 2:15, quando Deus une o homem e a mulher eles se tornam uma só carne e também se unem espiritualmente.

Embora a vida a dois não seja fácil, já que existem muitas diferenças entre o casal, precisamos aprender a conviver.

Existem 10 princípios bíblicos que podem fortalecer a relação do casal:

1- “Não julguem e vocês não serão julgados. Não condenem e não serão condenados. Perdoem e serão perdoados” (Lucas 6:37).

2- “Pois, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?” (Marcos 8:36). Quando Deus uniu o homem e a mulher no casamento, os dois passam a ser um só. Portanto, quem negligencia seu parceiro, negligencia a si mesmo.

3- “Quando vocês ficarem irados, não pequem. Apaziguem a sua ira antes que o sol se ponha” (Efésios 4:26).

4- “O falar amável é árvore de vida, mas o falar enganoso esmaga o espírito” (Provérbios 15:4).

5- “Ah, se ele me beijasse, se a sua boca me cobrisse de beijos… Sim, as suas carícias são mais agradáveis que o vinho” (Cânticos 1:2).

6- “É melhor ter verduras na refeição onde há amor do que um boi gordo acompanhado de ódio” (Provérbios 15:17).

7- “Quanto for possível, não deixe de fazer o bem a quem dele precisa” (Provérbios 3:27).
8- “Tomem cuidado. Se o seu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. Se pecar contra você sete vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: ‘Estou arrependido’, perdoe-lhe” (Lucas 17:3-4).
9- “Pois Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para condenar o mundo, mas para que este fosse salvo por meio dele” (João 3:17). Não condene usando sua fé ou a Bíblia.

10- “O amor é paciente, o amor é bondoso. Não inveja, não se vangloria, não se orgulha. Não maltrata, não procura seus interesses, não se ira facilmente, não guarda rancor. O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade. Tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta” (1 Coríntios 13:4-7).

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O que a Bíblia diz sobre casamento?


Segundo a Bíblia, o casamento é uma instituição sagrada criada por Deus. O texto base para o casamento encontra-se em Gênesis 2:18-24, onde Deus criou uma mulher para auxiliar o homem e estabeleceu a união entre eles. O casamento deve ser a união de um homem com uma mulher, que se tornam uma só carne, com os mesmos propósitos, princípios e valores. É um compromisso com o outro e com Deus, com o dever de ambos em cumpri-lo e glorificar a Deus.

Para cumprir a ordem de Deus, o homem deve amar a mulher como Cristo amou a igreja, ou seja, ele deve ser amá-la a ponte de ser capaz de dar a sua própria vida por ela, e a mulher deve ser submissa em amor ao marido que cumpre com sua parte. Cabe ressaltar que a bíblia não aconselha ao marido a submeter ou subjugar a sua esposa e obrigá-la a fazer o que a deixa desconfortável. É importante escolher cuidadosamente a pessoa para casar e buscar conselhos antes de dar esse passo. Um relacionamento fora dos princípios bíblicos geralmente termina mal.

O casamento pode ajudar a suprir necessidades básicas, como carinho, segurança, valorização e convívio social. Quando um casal se une, compartilha amor e sente que pertencem um ao outro através da ligação emocional e física. O casamento também pode ajudar a construir um equilíbrio emocional em um relacionamento mais estável e duradouro.

No Antigo e Novo Testamento, o casamento era um arranjo entre os familiares e quase sempre com propósitos. Começava com um noivado, que era tão importante quanto o próprio casamento. Era proibido o casamento entre familiares muito próximos, mas podia acontecer dos próprios noivos escolherem um ao outro. O casamento era uma união inquebrável, rompido somente pela morte.

Na Bíblia, era proibido a poligamia, apesar de ter sido muito comum. O casamento também tinha propósitos divinos, como na vida de Oséias, onde Deus quis ensinar ao povo sobre a relação monógama que deviam ter com Ele.

“O casamento é uma instituição sagrada criada por Deus, é um compromisso com o outro e com Deus, com o dever de ambos em cumpri-lo e glorificar a Deus”.

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É Pecado Morar Junto Antes do Casamento?

É pecado morar junto antes do casamento?
O casamento é uma aliança para a vida toda entre um homem e uma mulher.

O relacionamento sexual fora do casamento é considerado pecado, segundo a visão cristã. Em 1 Coríntios 7:9, a Bíblia diz que se um casal quer ter relações sexuais, deve se casar. A instituição do casamento foi criada por Deus para estabelecer relacionamentos duradouros e fortes.

O casamento é uma aliança para a vida toda entre um homem e uma mulher, que deve ser segura e íntima. A relação sexual é poderosa e, dentro de um relacionamento estável de compromisso, é muito bom, mas fora desse ideal pode causar muitos problemas, de acordo com 1 Coríntios 6:18.

O casamento serve para reconhecer a responsabilidade perante o cônjuge, a sociedade e Deus, para proteger cada um e para dar estabilidade aos filhos.

No entanto, nem todos os casamentos dão certo, sendo importante conhecer bem a pessoa com quem se vai casar, desenvolvendo uma boa amizade.

Morar junto antes do casamento não ajuda nessa tomada de decisão, pois a relação sexual pode confundir o casal e dificultar a escolha certa.

Uma união estável não é considerada o mesmo que um casamento na Bíblia. Mesmo Adão e Eva, que não tinham outras pessoas para testemunhar, tiveram a bênção de Deus para se unirem, conforme Gênesis 1:28. A bênção de Deus e o reconhecimento social são importantes na Bíblia para que um casamento seja válido.

Se uma pessoa já está morando junto com alguém sem ser casado, é recomendável pedir perdão a Deus e procurar se casar o quanto antes.

O casamento não precisa ser uma cerimônia luxuosa e cara, mas sim um compromisso público para ser reconhecido como um casamento legítimo. Casar-se é um testemunho de que o casal está comprometido e quer agradar a Deus.

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Como deve ser o Namoro Cristão?
Reflexão


O namoro cristão é um tema que desperta muitas dúvidas e questionamentos entre os cristãos. Por isso, é importante seguir alguns princípios bíblicos para guiar essa fase da vida amorosa. Afinal, o objetivo do namoro cristão é conhecer alguém para casar e construir uma família nos moldes de Deus.

Segundo os princípios bíblicos, o namoro cristão precisa ser baseado em amizade e respeito. “O amigo ama em todos os momentos; é um irmão na adversidade” (Provérbios 17:17). É preciso ter um relacionamento sólido, baseado em amizade, para que o namoro não se torne apenas uma paixão passageira.

Além disso, ambos devem se tratar com respeito, pois Deus fez cada pessoa para a Sua glória. “Tratem a todos com o devido respeito: amem os irmãos, temam a Deus e honrem o rei” (1 Pedro 2:17). Isso significa que nada deve ser forçado para satisfazer seus próprios desejos.

O namoro cristão também é um tempo para pensar no futuro. É importante conversar e ver se as ideias e temperamentos batem para fazer planos juntos. O casal deve ser honesto um com o outro, sempre falando a verdade e sendo sincero. “O amor não se alegra com a injustiça, mas se alegra com a verdade” (1 Coríntios 13:6).

Renúncia é um dos princípios bíblicos mais importantes no namoro cristão. O relacionamento já deve começar com a renúncia, para se preparar para o casamento que exige sacrifício. “Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Filipenses 2:4). O namoro não pode ser egoísta, mas sim pensar no outro.

Outro princípio é fugir do pecado, sendo consagrado para Deus. É preciso impor limites para não cair na imoralidade sexual. “Fujam da imoralidade sexual. Todos os outros pecados que alguém comete, fora do corpo os comete; mas quem peca sexualmente, peca contra o seu próprio corpo” (1 Coríntios 6:18).

Por último, é primordial colocar Deus no meio do namoro cristão. Ele deve estar presente na vida do casal, sendo o terceiro elemento da relação. “Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas serão acrescentadas a vocês” (Mateus 6:33). Buscar a Deus juntos é essencial para que o relacionamento seja abençoado e duradouro.

Em resumo, o namoro cristão deve ser baseado em amizade, respeito, honestidade, renúncia, pureza, pensar no futuro e colocar Deus no meio. Com esses princípios bíblicos, é possível ter um relacionamento saudável e abençoado por Deus, preparando-se para o casamento nos moldes que Ele deseja.

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